Escrito por: Daniel Frageri, CEO, Brendi | Ultima atualizacao: 15 de junho de 2026
Principais lições deste artigo
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As taxas do iFood em 2026 chegam a cerca de 26,5% por pedido no plano Entrega, o que reduz de forma relevante a margem real quando somadas ao CMV e aos custos fixos.
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Calcular o lucro líquido por pedido, considerando o valor do pedido menos comissões, CMV e custos rateados, mostra quanto realmente entra no caixa.
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Um canal próprio elimina a comissão por pedido e devolve ao restaurante o controle sobre dados, preços e comunicação com o cliente.
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Importar automaticamente o cardápio e as configurações do iFood permite configurar um canal próprio funcional em até 24 horas, sem recriar tudo do zero.
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Com a Brendi, o restaurante importa os dados do iFood, ativa o canal próprio em 24 horas e conta com atendimento automatizado por IA. Faça um teste grátis por 15 dias na Brendi.
O que são comissão, taxa de serviço e mensalidade no iFood?
Três tipos de cobrança aparecem na conta do restaurante parceiro do iFood. Entender cada uma evita surpresas no fechamento do mês:
Comissão: percentual cobrado sobre o valor de cada pedido. Essa cobrança é a principal fonte de receita do marketplace e incide diretamente sobre o faturamento bruto do restaurante.
Taxa de pagamento (ou taxa de serviço): percentual adicional cobrado pelo processamento do pagamento online. Esse valor varia conforme o plano e se soma à comissão no cálculo final.
Mensalidade: valor fixo mensal cobrado a partir de um determinado volume de vendas. Esse valor não depende do número de pedidos, pois existe mesmo em meses fracos.
Quem paga todas essas cobranças é o restaurante. O consumidor final não vê esses valores na tela do aplicativo.
Panorama do setor de delivery no Brasil
O setor de food service no Brasil faturou R$ 495 bilhões em 2025 e o delivery representa uma fatia crescente desse total. Para quem opera um delivery, o dado mais relevante é outro: o WhatsApp já responde por 26% do faturamento com delivery de bares e restaurantes.
Esse número mostra que uma parte expressiva dos pedidos já acontece fora dos marketplaces.
Hoje, o consumidor brasileiro se sente confortável em pedir comida pelo WhatsApp e o restaurante que mantém um canal próprio bem estruturado captura essa demanda sem pagar comissão.
Mas operar esse canal sozinho exige resolver várias frentes ao mesmo tempo. O restaurante precisa de um cardápio digital funcional, atendimento ágil, tráfego pago e CRM.
A maioria dos donos não tem tempo nem estrutura para isso, o que aprofunda a dependência do marketplace.
Tabela atualizada de 2026: planos Básico e Entrega iFood
Os dois planos principais do iFood para restaurantes parceiros têm estruturas de custo diferentes. A tabela abaixo consolida os valores conforme o guia de taxas do iFood para 2026.
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Plano |
Comissão por pedido |
Taxa de pagamento |
Total por pedido |
Mensalidade* |
|---|---|---|---|---|
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Básico |
12% |
3,2% |
~15,2% |
R$ 110* |
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Entrega |
23% |
3,5% |
~26,5% |
R$ 150* |
*A mensalidade de R$ 110 ou R$ 150 só é cobrada quando o restaurante ultrapassa R$ 1.800 em vendas mensais pelo iFood. Abaixo desse valor, não há cobrança fixa.
No plano Entrega, o iFood cuida da logística e o entregador pertence à plataforma. No plano Básico, o restaurante usa entregador próprio, paga uma comissão menor e assume o custo e a gestão da entrega.
Como calcular o lucro real por pedido?
O valor que sobra no caixa não é o valor do pedido, mas o valor do pedido menos todas as taxas e o custo do produto (CMV).
Em um pedido de R$ 100 no plano Entrega, por exemplo, o restaurante paga R$ 23 de comissão e R$ 3,20 de taxa de pagamento, totalizando R$ 26,20, e retém R$ 73,80.
Desse modo, se o CMV desse pedido for 35% (R$ 35), sobram R$ 38,80 para cobrir embalagem, mão de obra, aluguel, energia e lucro.
A fórmula prática é:
Receita líquida = valor do pedido − (comissão + taxa de pagamento) − CMV − custos fixos rateados
Para aplicar no seu restaurante, siga esta sequência:
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Comece pelo ticket médio dos seus pedidos no iFood, que representa o valor bruto antes de qualquer dedução.
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Aplique o percentual total do seu plano, como 15,2% ou 26,5%, para descobrir quanto o marketplace retém em cada pedido.
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Do valor que sobra após as taxas, subtraia o CMV médio dos itens vendidos, que é o custo direto de produzir o pedido.
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Por fim, subtraia uma estimativa dos custos fixos por pedido, como aluguel proporcional, energia e embalagem, para chegar ao lucro líquido real.
O número final mostra o que de fato entra no caixa. Em muitos restaurantes, esse cálculo revela que a margem real por pedido no marketplace é bem menor do que parecia.
Marketplace vs canal próprio: critérios objetivos
Margem por pedido: no marketplace, a taxa total pode chegar perto de 26,5% por pedido no iFood e até cerca de 30% em outras plataformas. No canal próprio, não há comissão por pedido e o restaurante paga apenas o custo da plataforma que utiliza.
Controle sobre dados do cliente: no marketplace, o relacionamento com o consumidor pertence à plataforma. O restaurante não acessa o histórico de pedidos, as preferências ou o contato direto do cliente. No canal próprio, todos esses dados ficam com o restaurante.

Flexibilidade contratual: marketplaces definem regras de precificação, promoções e visibilidade. O restaurante segue essas condições. No canal próprio, o dono define preços, cupons, horários e comunicação sem depender de aprovação externa.
Tempo de setup: entrar no iFood costuma ser rápido, enquanto construir um canal próprio do zero tende a ser demorado. Com a Brendi, o setup importa as configurações diretamente do iFood, como cardápio, horários e área de entrega, e fica pronto em até 24 horas.
O canal próprio complementa o marketplace. A estratégia mais eficiente é continuar no iFood para captar novos clientes e usar o canal próprio para atender clientes recorrentes com mais margem e controle.
Quais as boas práticas para reduzir dependência de comissões altas?
Precificação correta: muitos restaurantes definem preços no iFood sem considerar a taxa total. O preço no marketplace precisa embutir a comissão para manter uma margem sustentável.
O cálculo do preço de venda deve partir do custo real, e não apenas do preço praticado no salão.
Cupons estratégicos: cupons bem planejados ajudam a migrar clientes do marketplace para o canal próprio. Uma prática eficaz é oferecer um desconto na primeira compra pelo cardápio digital e comunicar esse benefício pelo WhatsApp após o pedido no iFood.
Assim, o cliente testa o canal próprio e, se a experiência for boa, tende a repetir por lá.
Automação de atendimento: o principal gargalo do canal próprio costuma ser o atendimento. Quando alguém precisa responder a cada mensagem manualmente, o canal não escala.
A automação com IA resolve esse ponto, pois o cliente recebe resposta imediata, o pedido entra no sistema e o dono não precisa ficar no celular o tempo todo.

Programa de fidelidade: cashback e pontos criam um incentivo concreto para o cliente voltar pelo canal próprio. Quando o saldo de cashback aparece na conversa do WhatsApp antes do próximo pedido, a decisão de onde pedir tende a favorecer o restaurante.
Quais são os erros comuns que diminuem sua margem?
Não conhecer o custo real por pedido: operar sem calcular a margem líquida é um erro frequente. O restaurante vê o faturamento crescer no iFood e não percebe que a margem encolhe. O cálculo descrito aqui no artigo precisa ser feito ao menos uma vez por mês.
Aceitar contratos longos sem avaliar resultado: algumas plataformas exigem fidelidade de vários meses. Se o resultado não aparece, o restaurante continua pagando. Logo, antes de assinar qualquer contrato, vale verificar se há multa de cancelamento e qual é o prazo mínimo.
Operar sem dados: não saber quais produtos têm maior margem, quais clientes são recorrentes ou qual canal gera mais receita limita qualquer decisão estratégica. O dono que não tem visibilidade sobre a operação decide no escuro e tende a pagar mais caro por isso.

Ignorar o canal próprio até a margem ficar insustentável: esperar a situação piorar para agir significa perder meses de receita que poderiam ter ficado no caixa. Construir o canal próprio enquanto o marketplace ainda funciona bem é a estratégia mais segura.
Como migrar para o canal próprio em 4 etapas práticas?
1. Diagnosticar o impacto das taxas
O primeiro passo é aplicar o cálculo de margem real nos pedidos do último mês. Identifique quanto você pagou em comissões, taxas de pagamento e mensalidade. Esse valor mostra o tamanho do impacto das taxas no seu resultado.
2. Importar os dados do iFood
Com a Brendi, você não precisa recriar o cardápio do zero. A plataforma importa automaticamente as configurações do iFood, como cardápio, horários de funcionamento, taxas de entrega e perfil da loja.
3. Configurar em até 24 horas
O processo é direto. O restaurante preenche um formulário, conecta o número de WhatsApp à impressora de cozinha. Em até 24 horas, o canal próprio começa a operar com cardápio digital, atendimento automatizado pela Brenda, assistente com IA, e checkout integrado com Pix e cartão.
4. Acompanhar os resultados
Depois da ativação, os relatórios da plataforma mostram pedidos por canal, ticket médio, clientes recorrentes e desempenho de cada produto. Com esses dados, o dono toma decisões com base em números reais, e não apenas em percepção.

Mais de 6 mil restaurantes já usam a Brendi, que acumula mais de R$ 1 bilhão faturado por restaurantes na plataforma e mais de 20 milhões de pedidos finalizados. O setup sem multa de cancelamento e com teste grátis de 15 dias permite testar sem risco.
Siga essas etapas com apoio da Brendi e ative seu canal próprio em até 24 horas.
Perguntas frequentes sobre taxas do iFood
Quais são as taxas do iFood em 2026?
O iFood opera com dois planos principais em 2026. O plano Básico totaliza cerca de 15,2% por pedido, somando comissão e taxa de pagamento, e o plano Entrega chega a aproximadamente 26,5%.
A tabela completa com detalhamento de cada taxa e das mensalidades está na seção “Tabela atualizada de 2026” logo acima.
Quem paga a taxa de serviço do iFood, o restaurante ou o consumidor?
A taxa de pagamento, que cobre o processamento do pedido, é cobrada do restaurante, não do consumidor.
O consumidor pode ver uma taxa de entrega na tela do aplicativo, mas as comissões e taxas operacionais são descontadas diretamente do valor que o restaurante recebe por cada pedido.
Como calcular o lucro real de um pedido no iFood?
O cálculo considera o valor do pedido menos a taxa total do plano, que inclui comissão e taxa de pagamento, menos o custo do produto (CMV) e os custos fixos rateados por pedido, como embalagem, energia e aluguel proporcional.
Em um pedido de R$ 100 no plano Entrega, por exemplo, o restaurante retém R$ 73,80 após as taxas do iFood, e desse valor ainda saem o CMV e os demais custos operacionais.
Vale a pena ter canal próprio mesmo estando no iFood?
Vale. O canal próprio e o marketplace cumprem funções diferentes.
O iFood funciona bem para atrair novos clientes que ainda não conhecem o restaurante. O canal próprio atende clientes recorrentes sem comissão por pedido, mantém o relacionamento direto com o consumidor e oferece controle total sobre dados, preços e comunicação.
A estratégia mais comum entre restaurantes que crescem de forma sustentável é usar o marketplace como canal de aquisição e o canal próprio como canal de retenção e margem.
Como começar a vender pelo canal próprio sem complicação?
O caminho mais direto é usar uma plataforma que importe as configurações do iFood automaticamente, elimine a necessidade de recriar o cardápio e ofereça atendimento automatizado no WhatsApp.
A Brendi faz isso ao importar cardápio, horários e área de entrega do iFood, configurar o canal próprio em até 24 horas e disponibilizar a Brenda, assistente com IA, para atender os clientes no WhatsApp com linguagem natural, sem que o dono precise ficar no celular.
O teste é gratuito por 15 dias, sem multa de cancelamento.
Conclusão
As taxas do iFood em 2026 podem chegar a cerca de 26,5% por pedido no plano Entrega. Outros marketplaces podem cobrar percentuais próximos de 30%.
Quando esse valor se soma ao CMV e aos custos fixos, a margem real por pedido costuma ficar bem abaixo do que o faturamento bruto sugere.
Calcular o lucro real por pedido, precificar com base no custo e estruturar um canal próprio funcional são movimentos que reduzem a dependência de comissões altas sem abrir mão do volume que o marketplace traz.
A Brendi foi criada para tornar esse processo acessível. A plataforma importa os dados do iFood, configura o canal próprio em até 24 horas, automatiza o atendimento no WhatsApp e entrega relatórios para que o dono tome decisões com base em dados reais.
Hoje, a Brendi já processa mais de R$ 1 bilhão em pedidos para milhares de restaurantes, mantendo o setup em até 24 horas.
Comece hoje, importe seu cardápio do iFood e ative seu canal próprio em 24 horas, sem risco.


